Archive for Eventos

Intervalo

Enterro da Gata ‘07

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Tim Burton Day!

Tim Burton
O Leão de Ouro da Bienal de Veneza, prestigiado prémio de carreira, vai este ano parar às merecedoras mãos de Tim Burton. As palavras do director do festival, Marco Müller, o responsável pela escolha do homenageado da 64ª edição, dizem quase tudo. Müller classifica o amado autor como um dos cineastas mais arrojados, visionários e inovadores, capaz de emocionar e fascinar os mais diferentes e amplos grupos de espectadores”, evidenciando “o equilíbrio entre arte e indústria” alcançado nas obras de Burton, que considera estarem “fora do paradigma contemporâneo do cinema norte-americano”.
Para rematar a exaltação o director chama-lhe ainda “um génio do cinema que tornou a nova era desta arte mais fantasiosa” e que “possui um talento único para impregnar de profundidade emotiva as histórias que conta”, sendo “mais insolente que a maior parte dos realizadores actuais e ao mesmo tempo menos desejoso de aprovação que a maior parte dos velhos mestres”. Sobre Burton, não há muito mais a dizer. O resto vê-se, sente-se e sonha-se.

Será então dia 5 de Setembro o “Dia de Tim Burton”, a ser celebrado na italiana cidade dos canais.

Metralhadoras de Plástico e Ketchup Extra

É gore, é sexo, é mau gosto, é “hot chicks with guns” e é o comeback do ano. É o regresso da loucura Grindhouse dos anos 70 americanos, tudo graças ao já famoso double-feature de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. E como os fãs estão que nem podem com a ansiedade e já não sabem que mais fazer do tempo para além de raspar as mais raquitícas novidades sobre o filme dos cantinhos mais longínquos da web, o senhor Rodriguez aliou-se ao festival texano de música e cinema South by South West para organizar uma competição de falsos trailers. Estudantes de cinema, fãs tresloucados ou gente com tempo a mais nas mãos, quem quer que sejam os participantes, não perderam muito tempo a arranjar uma camâra e um grupo de amigos dispostos a serem salpicados com litros de sangue falso ou a empunharem orgulhosamente uma metralhadora de plástico em frente à objectiva.
O resultado foi obviamente uma enxurrada de trailers fictícios no YouTube, cada um mais bizarro que o outro, como qualquer um pode rapidamente comprovar escrevendo Grindhouse e SWSX na caixinha de procura. No meio de tantas interpretações más e de efeitos especiais piores lá vamos dando de caras com muito boas ideias, pelo menos para quem partilha do gosto e sentido de humor claramente retorcido e desviante dos “cineastas” em questão. E eu, partilhando, posso dizer muito francamente que parti o coco a rir e que achei alguns dos clips fantásticos. Penso que vale bem a pena dar um saltinho ao YouTube e ver alguns, mas para os conhecer os vencedores não é preciso. Ei-los:

The Dead won’t Die
“This theatre will not be giving refunds to those patrons unable to make it through the most brutal and controversial film ever made.”

Maiden of Death
“And now she’s back, with a new song to play: a symphony of exit wounds.”

Hobo With a Shotgun
“This hero is going to have to deliver justice… one shell at a time.”

Este Hobo with a Shotgun foi o grande vencedor da competição, tendo mesmo merecido um certo interesse de Rodriguez em talvez vir a fazer acontecer respectiva longa. Acho que as t-shirts com o logo já estão à venda algures na net… 😉

O inevitável, o adiado e o surpreendente

Óscares 2006
E todos justos. Os restantes, melhores ou piores, podem ser vistos aqui.
Só acho é que começam a haver pinguins a mais neste mundo…

Chegaram as nomeações!

Melhor filme:

  • Babel
  • The Departed
  • Letters from Iwo Jima
  • Little Miss Sunshine
  • The Queen
  • Oscarizados
    Melhor Actor:

  • Leonardo diCaprio (Blood Diamond)
  • Ryan Gosling (Half Nelson)
  • Peter O’Toole (Venus)
  • Will Smith (The Pursuit of Happyness)
  • Forest Whitaker (The Last King of Scotland)
  • Melhor Actriz:

  • Penelope Cruz (Volver)
  • Judi Dench (Notes on a Scandal)
  • Helen Mirren (The Queen)
  • Meryl Streep (The Devil Wears Prada)
  • Kate Winslet (Little Children)
  • Melhor Actor Secundário:

  • Alan Arkin (Little Miss Sunshine)
  • Jackie Earle Haley (Little Children)
  • Djimon Hounsou (Blood Diamond)
  • Eddie Murphy (Dreamgirls)
  • Mark Wahlberg (The Departed)
  • Melhor Actriz Secundária:

  • Adriana Barraza (Babel)
  • Cate Blanchett (Notes on a Scandal)
  • Abigail Breslin (Little Miss Sunshine)
  • Jennifer Hudson (Dreamgirls)
  • Rinko Kikuchi (Babel)
  • Melhor Realizador:

  • Clint Eastwood (Letters from Iwo Jima)
  • Stephen Frears (The Queen)
  • Paul Greengrass (United 93)
  • Alejandro Gonzalez Iñárritu (Babel)
  • Martin Scorcese (The Departed)
  • Melhor Argumento Original:

  • Babel
  • Letters From Iwo Jima
  • Little Miss Sunshine
  • El Laberinto del Fauno
  • The Queen
  • Melhor Argumento Adaptado:

  • Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan
  • Children of Men
  • The Departed
  • Little Children
  • Notes on a Scandal
  • Alguma surpresa? Preferidos? Injustiçados? Opinem!

    Globos com mais ou menos brilho

    Querendo ou não, os Globos de Ouro já foram distribuídos, os dicursos de aceitação proferidos (um bem-haja ao Hugh Laurie) e os comentários sui generis do novo ódio de estimação da blogosfera, Liliana Neves, comentados e repetidos à exaustão.
    Tudo o que resta são os juízos de cada um, as surpresas agradáveis, os justos vencedores e aqueles que acreditamos terem saído do recinto com o globo destinado a um outro nomeado. É a vida. Quem ganhou, já todos sabem… quem deveria ter ganho… cada um terá certamente o seu parecer no assunto. Aqui está o meu.

    DreamgirlsHappy FeetThe Closer

    Melhor Musical ou Comédia
    E o vencedor foi: Dreamgirls de Bill Condon. Neste caso não posso dizer que a vitória não foi merecida já que não vi o filme, embora possa sim dizer que não me parece de modo algum o meu género. Neste caso, senti-me defraudada apenas porque realmente torcia por Little Miss Sunshine ou, como “second runner-up”, Borat (sim, sou das que gostei).

    Melhor Actor Secundário
    Mais uma vez Dreamgirls levou a melhor, no que foi certamente uma boa noite para o musical. Ora eu espero bem que quando surja a oportunidade de ver o filme, Eddie Murphy brilhe no grande ecrã como nunca brilhou, porque para ultrapassar o grande Jack Nicholson e o seu papelão em The Departed é preciso ter alta estaleca.

    Melhor Música
    Os pinguins têm realmente estado em alta neste último par de anos. Desta vez foi a animação Happy Feet que levou um prémio para pôr na estante, com a canção original “The song of the heart” de Prince. Aqui a minha contestação não tem qualquer fundamento racional a não ser o facto deste filme me irritar profundamente e de se ter tornado para mim um dos maiores filmes “love to hate it” deste ano. E não é pelos pinguins, que eu até acho os bichos engraçados.

    Melhor Actriz Drama (Televisão)
    Kyra Sedgwick em The Closer conseguiu conquistar muita gente. A mim nem por isso, mas a verdade é que se trata de um feudo já com alguns anos. A série não é ainda exibida em Portugal, mas graças ás maravilhas da Internet já vi alguns episódios. Nada contra a série, que tem o seu quê de interesse embora não inove por aí além, mas Kyra, pura e simplesmente, não me cativa. Isto ao contrário da fantástica Patricia Arquette que basicamente leva Médium ás costas, e bem longe, na minha opinião. Grande série, grande protagonista. Merecia o globo.

    Hugh LaurieGrey’s AnatomyThe Departed

    São, portanto, as pequenas desilusões da praxe. Mas no fundo o mundo é justo (ou não) e o equilíbrio foi reposto, para meu gáudio pessoal, com as vitórias de Hugh Laurie (Melhor Actor Drama TV), Grey’s Anatomy (Melhor Drama TV), Martin Scorcese (Melhor Realizador) e Sacha Baron Cohen (Melhor Actor – Musical ou Comédia).
    Vendo assim a coisa, o saldo foi positivo.

    As Estrelas nem sempre estão longe

    SW
    Guerra das Estrelas. Um título familiar a todos, um prazer para muitos e uma paixão para alguns. Confesso, nunca tentei descodificar a linguagem dos Wookies, não tenho um fato de Princesa Leia no guarda-fatos, nem o fascínio pela saga me vem da infância. No entanto, já desde os tempos idos da adolescência a obra de George Lucas me deixa maravilhada a observar o ecrã avidamente, levando-me a mundos nunca vistos mas onde no fundo sempre quis ir. A complexidade e a magnitude do universo de Star Wars, o seu detalhe e cuidado, impressos e expressos em cada película, cativou-me inteiramente e sempre me deixou a magicar por muito tempo já depois do fade-out final e dos créditos rolarem sob o fundo negro, ao som da música majestosa.
    Assim, posso dizer que neste momento me sinto defraudada. Quando me inteiraram da grande exposição sobre a saga que vinha a caminho do nosso país, foi uma festa. Tive que esperar bastante tempo, arranjar um dia livre e de convencer a boleia, mas lá fui eu para a nossa bela capital, com o Museu da Electricidade como destino. E como diz o outro, eu bim de Braga. Fui, vi, tirei fotografias e até comprei uma caneca em forma de Yoda. Só a cabeça. Pode ser estúpido, mas eu não resisti. Principalmente porque devido aos desígnios insondáveis dos génios de marketing do nosso país, a do Darth Vader era bastante mais cara e o resto do merchandising era de 100 euros para cima, chegando a atingir a bela quantia de 800 euros. Contentei-me. Concluindo, gostei muito, a exposição é muito completa e fascinante para quem gosta de memorabilia cinematográfica. O próprio Museu da Electricidade é bastante impressionante e a sua arquitectura e maquinaria restaurada enquadram-se lindamente com a exposição propriamente dita. Diga-se, adorei.
    O que não impede que a seguinte notícia, disponível no site da UAU, a empresa organizadora do evento, me trouxesse um enorme desalento e uma súbita vontade de descobrir quantas vezes pode um ser humano bater com a cabeça na parede antes de cair redondo sem sentidos. Passo a citar:
    STAR WARS no Porto
    Depois do sucesso em Lisboa, STAR WARS-A EXPOSIÇÃO segue para o Porto.
    A partir de 2 de Fevereiro na EXPONOR – Pavilhão 7 (…)”
    O resto é história. De qualquer modo, esta é definitivamente uma boa notícia, especialmente para os fãs nortenhos da mais famosa Guerra intergaláctica. Mais em particular, para aqueles que ainda não fizeram mais de 300 quilómetros para ver a mostra.
    Vamos mas é ver o lado bom do acontecimento, provavelmente inda dou lá mais um saltinho, já que ir à Invicta quase aqui ao lado não custa nada. Vale a pena, e recomenda-se. Para fãs.