Archive for Rewind

Not dead, just sleeping…

Novo emprego, nova época de exames… e mais uma ou duas coisas novas fazem com que o blog caia uns lugares largos na tabela de prioridades…
Mas passo por aqui hoje só para assegurar que o LeStrange voltará ao ritmo normal (mais cedo ou mais tarde) e para deixar, em jeito de desculpas, uma hilariante curta encontrada algures na blogosfera (peço desculpa, mas não me recordo onde) especialmente indicada para fãs de Star Wars.

Ah! Esse desafio fica pendente, mas foi aceite, Filipe 😉

7 Cortes memoráveis

Em cubos, postas, fatias ou borboleta. Cortes limpos de um só golpe, fruto de uma precisão e velocidade que não só são o sonho de qualquer talhante como são remédio santo para acabar com aquele vilão mais persistente ou com aquela personagem incómoda e dispensável que tem como único propósito deliciar-nos com a sua morte.
Entre filmes geniais e outros que nem tanto, aqui está um conjunto de cenas que nos fizeram saltar da cadeira, soltar uma exclamação de nojo, ou pura e simplesmente… rir.

7. Blade II

6. Equilibrium

5. Kill Bill

4. 13 Ghosts

3. Ichi, the Killer

2. Sin City

1. Cube

Dito na tela #2

Férias em Amsterdão! 😉 Vemo-nos daqui a uma semana, minha gente!
Fear and Loathing
“But our trip was different. It was to be a classic affirmation of everything right and true in the national character. A gross physical salute to the fantastic possibilities of life in this country. But only for those with true grit.”
Fear and Loathing in Las Vegas

Dito na tela

Dazed and Confused
“If I ever start referring to these as the best years of my life remind me to kill myself.”
Dazed and Confused

Imaculado Novo Mundo

The New World
The New World
The New World
A poesia em movimento, a perfeição, intensamente sentida, os sentimentos que emanam da terra e vivem no vento, na pele e no calor dos corpos. Silenciosamente, vidas completas que queimam e elevam as mentes de quem vê e ouve como se tocasse e saboreasse. Novo Mundo que paira etéreo, transcendente, acima da realidade, que nos envolve e aperta o coração com a dor insuportável do que será para sempre inatingível. Ímpar para os que crêem o amor com mágoa permanente.
Trágico, marcante, imaculado e dolorosamente sensível, é O Novo Mundo.
O melhor filme de 2006, uma obra-prima, uma marca que ficará comigo enquanto eu for eu.

Oh, l’amour!

Paris, je t’aime
Encontros, primeiros encontros, últimos encontros. Inícios, fins e recomeços. Cego, surdo e mudo. Gay, hetero ou desesperantemente só. Filhos, maridos, desconhecidos e namorados. Vivos, mortos e mortos-vivos. Vazios e transbordantes. Prostitutas, turistas, actores e mimos. Abraços, olhares e beijos.
Na cidade das luzes.
Paris, je t’aime!

A Spike Lee Joint

25th Hour
Os bons filmes precisam de amadurecer. Só o tempo determina o seu triunfo ou esquecimento, não só aos olhos do público em geral e de potenciais seguidores de culto como na mente de cada um.
Há filmes que me entusiasmaram bastante quando os vi pela primeira vez, mas que passados dois anos, ao ouvir novamente o título numa qualquer conversa perdida, descubro com leve surpresa que não tenho grande memória do filme, pelo menos emocional. Não sinto o entusiasmo e a leve ansiedade que costumo associar aqueles filmes que realmente me marcaram e percebo que o filme, embora possa ser bom e ter os seus méritos, não resistiu à passagem do tempo.
O contrário também já aconteceu a toda a gente. Há sempre aqueles filmes que de cada vez que os vemos nos parecem melhores.
No fundo, levo sempre um bom par de anos (e de visionamentos) a descobrir realmente quanto gosto de um filme.
Sei que sempre gostei muito d’A Última Hora, mas só ontem descobri que o adorava. É um clássico moderno que terei orgulho de mostrar aos meus filhos daqui a 20 (?) anos. Aliás, até chega a ser uma boa razão para procriar, só para ter a quem obrigar a ver e amar o filme desde cedo.
Fuck you Monologue 25th Hour
A direcção é de Spike Lee e o destaque na interpretação vai para além do sempre brilhante Edward Norton, com um grande papel para Phillip Seymour Hoffman e também Barry Pepper , Rosario Dawson e Anna Paquin.
Entre muitas cenas fortes, encontra-se uma em especial que já se tornou clássica e deverá permanecer nas memórias colectivas da nossa geração por muito tempo: o monólogo de Montgomery Brogan em frente ao espelho. “Fuck you!”
Outros momentos que ficarão na minha memória serão, por exemplo, a cena do beijo ilícito na discoteca e a silenciosa e desesperante cena da realização do último pedido do futuro condenado. “I need you to make me ugly”.
Quem não viu, devia tratar disso, quanto mais não seja para poder discordar. No entanto, é sem dúvida uma obra que deve ser conhecida, pensada e sentida.

O silêncio no passar das estações

Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom

Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera é uma vida com poucas palavras, que encontra silenciosamente todos os sentimentos – a paz, a luxúria, o amor, a revolta, a traição, a vingança, o ódio e a redenção.
O tempo passa por portas que se abrem e fecham, que se atravessam e contornam ao sabor das estações e das emoções, calcorreia caminhos inesperados e dolorosos que acabam sempre por retornar ao ponto de origem, uma casa flutuante num lago remoto. Ki-duk Kim funde o homem com a Natureza, vergando-o às suas leis e ao seu ritmo, sempre sereno e inabalável, com a arte em cada imagem.
Encontrar um caminho, um exemplo, um lugar e aprender a abraçar os silêncios da vida.

Preenchendo as lacunas

Shawshank Redemption
Sim, foi apenas ontem que vi The Shawshank Redemption pela primeira vez. Posso dizer que foi um dos melhores filmes que já vi. Na sua simplicidade, na sua profunda humanidade transmite tanta força e tanta emoção. Relegando a acção, a história e os twists para segundo plano, este é acima de tudo um filme de personagens. Belíssimo e poderoso.
Uma lacuna finalmente colmatada.