Archive for TV

Globos com mais ou menos brilho

Querendo ou não, os Globos de Ouro já foram distribuídos, os dicursos de aceitação proferidos (um bem-haja ao Hugh Laurie) e os comentários sui generis do novo ódio de estimação da blogosfera, Liliana Neves, comentados e repetidos à exaustão.
Tudo o que resta são os juízos de cada um, as surpresas agradáveis, os justos vencedores e aqueles que acreditamos terem saído do recinto com o globo destinado a um outro nomeado. É a vida. Quem ganhou, já todos sabem… quem deveria ter ganho… cada um terá certamente o seu parecer no assunto. Aqui está o meu.

DreamgirlsHappy FeetThe Closer

Melhor Musical ou Comédia
E o vencedor foi: Dreamgirls de Bill Condon. Neste caso não posso dizer que a vitória não foi merecida já que não vi o filme, embora possa sim dizer que não me parece de modo algum o meu género. Neste caso, senti-me defraudada apenas porque realmente torcia por Little Miss Sunshine ou, como “second runner-up”, Borat (sim, sou das que gostei).

Melhor Actor Secundário
Mais uma vez Dreamgirls levou a melhor, no que foi certamente uma boa noite para o musical. Ora eu espero bem que quando surja a oportunidade de ver o filme, Eddie Murphy brilhe no grande ecrã como nunca brilhou, porque para ultrapassar o grande Jack Nicholson e o seu papelão em The Departed é preciso ter alta estaleca.

Melhor Música
Os pinguins têm realmente estado em alta neste último par de anos. Desta vez foi a animação Happy Feet que levou um prémio para pôr na estante, com a canção original “The song of the heart” de Prince. Aqui a minha contestação não tem qualquer fundamento racional a não ser o facto deste filme me irritar profundamente e de se ter tornado para mim um dos maiores filmes “love to hate it” deste ano. E não é pelos pinguins, que eu até acho os bichos engraçados.

Melhor Actriz Drama (Televisão)
Kyra Sedgwick em The Closer conseguiu conquistar muita gente. A mim nem por isso, mas a verdade é que se trata de um feudo já com alguns anos. A série não é ainda exibida em Portugal, mas graças ás maravilhas da Internet já vi alguns episódios. Nada contra a série, que tem o seu quê de interesse embora não inove por aí além, mas Kyra, pura e simplesmente, não me cativa. Isto ao contrário da fantástica Patricia Arquette que basicamente leva Médium ás costas, e bem longe, na minha opinião. Grande série, grande protagonista. Merecia o globo.

Hugh LaurieGrey’s AnatomyThe Departed

São, portanto, as pequenas desilusões da praxe. Mas no fundo o mundo é justo (ou não) e o equilíbrio foi reposto, para meu gáudio pessoal, com as vitórias de Hugh Laurie (Melhor Actor Drama TV), Grey’s Anatomy (Melhor Drama TV), Martin Scorcese (Melhor Realizador) e Sacha Baron Cohen (Melhor Actor – Musical ou Comédia).
Vendo assim a coisa, o saldo foi positivo.

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Apaixonada

Serei a única que me apaixonei pelo novo anúncio que advoga o uso do preservativo da MTV?
Apaixonado, spot criado pela Ogilvy Portugal, foi um dos vencedores de um concurso promovido pelo canal para a campanha Stay Alive sobre prevenção da SIDA. No blog da empresa temos direito à explicação, ao making of e a uma outra campanha com o mesmo tema – Tiro.

O rapaz, o black&white, a mítica canção de Nat King Cole… perfeito. Por falar na canção, quem se lembra onde já ouvimos o verso final “The greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return”? Sem pistas… 😉

Tim Burton – Trick or Treat

Isto da morte da Sic Comédia foi coisa triste, sem dúvida. E a verdade é que o hábito mecânico que me faz carregar no 10 do telecomando mal ligo a caixinha mágica ainda está bem vivo. Este movimento segue-se sempre duma pequena desilusão ao aperceber-me que estou a olhar para a Paris Hilton aos guinchinhos em vez de ver Ivette a saltar feliz da vida para os braços de René.
Mas penso que isso de eu dar de caras com o Simple Life sempre que ligo a televisão é azar de certeza, porque a Fox Life até tem muito boas coisas para oferecer. E foi deste facto que fui relembrada ontem, quando às tantas da manhã, enquanto me debatia com os estudos para os exames que se aproximam, resolvi fazer um pouco de zapping para desanuviar. 1-0. Ah, pois… isto já não é a Sic Comédia… Mas… o que é isto?
Tim Burton
E pronto. Foi o fim do estudo, que lá foi relegado para a faixa horária situada entre as 5 e as 7 da manhã. Isto pois o que passava na Fox era um documentário sobre um dos meus realizadores preferidos, o grande Tim Burton. E a história sobre as estórias daquele homem chega para me absorver completamente a atenção e para me fazer querer ver todos aqueles filmes uma e outra vez.
Um imaginário único, de contos de fadas surreais e fantásticos que conjugam a inocência e a pureza com um lado negro e mesmo sinistro. É este o contributo de Burton para o cinema e para os nossos pequenos mundos de fantasia criados como escudos ou pedras de toque imaginárias numa realidade cruel.
As suas obras, parecendo surreais, irrealistas e fantásticas, tocam fundamentalmente as experiências e sentimentos intímos que todos temos ou tivemos, principalmente nos momentos em que nos sentimos sós, incompreendidos ou mal-adaptados.
Burton teve uma adolescência difícil, sentindo-se sempre uma espécie de alienígena fora do seu elemento, um outsider, acabando por usar esses sentimentos de inadequação na sua arte, aceitando apenas projectos que o inspiravam e que considerava serem bons meios para contar as suas próprias histórias e transmitir a sua visão do mundo. Eduardo Mãos de Tesoura, obra fascinante, doce, e triste, foi baseado nos sentimentos de solidão da adolescência do realizador, sendo reputadamente o seu projecto mais pessoal até à data. É também um dos filmes mais marcantes que já vi, o meu favorito pessoal da obra de Tim Burton e um firme residente no meu Top 3.
Redescobri o génio que tanto me inspira, emocionei-me como já não me lembrava, e recordei algumas das histórias que me tem acompanhado e tocado ao longo da minha vida.
Valeu a pena ficar a estudar até as 7 da manhã.

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Falta-vos algum?

  • Pee-Wee’s Big Adventure (1985)
  • Beetle Juice (1988)
  • Batman (1989)
  • Edward Scissorhands (1990)
  • Batman Returns (1992)
  • The Nightmare Before Christmas (produtor)
  • Ed Wood (1994)
  • Mars Attacks (1996)
  • Sleepy Hollow (1999)
  • Planet of the Apes (2001)
  • Big Fish (2003)
  • Charlie and the Chocolate Factory (2005)
  • Corpse Bride (2005)
  • Próximos projectos:

  • Pee-Wee’s Playhouse: The Movie
  • Sweeney Todd
  • Tempos áureos do gato pingado

    Sim, Gato Fedorento. Claro, mas de que mais poderia eu falar? Isto é um blog português e que já está para fazer três dias de vida, por isso já estava mais do que na hora.
    Eu adoro Gato Fedorento. Amo. Ah, e tal, fico chateado, pois claro que fico chateado. Sabes onde há gajas boas, sabes, sabes?? KUNAMI FRESQUINHO!! É que eu ás vezes precipito-me. Estou um pouco confusa… Zé Carlos, pshht cala-te!
    Mas, para mim, os tempos áureos já lá vão. Tempos saudosos, em que em vez de toda a gente que eu conheço ver o Diz que é uma espécie de Magazine ao Domingo ás 9 horas na RTP, só duas ou três alminhas minhas conhecidas ficavam acordadas até ás tantas para poder ver dois minutos de um par de rapazolas a dizer umas piadas giras e a rirem-se quase tanto como nós num pequeno segmento do Perfeito Anormal, na Sic Radical.
    Eu e mais dois gatos pingados ríamo-nos sozinhos no dia seguinte, dizendo frases que os outros não descodificavam, e sentíamo-nos felizes e quiçá um pouco superiores, pelo conhecimento precioso que só nós tinhamos.
    Ora o secundário acabou, esses amigos da cumplicidade fedorenta já se vêem poucas vezes, andamos aqui a fazer de conta que somos jovens universitários dinâmicos e com grandes perspectivas de futuro, e os Gato Fedorento são quatro, apresentam uma espécie de magazine, lançaram o DVD mais vendido desta época natalícia, e não há puto ranhoso que não saiba recitar com toda a felicidade e entusiasmo a última catchphrase do quarteto.
    Mesmo assim, podíamos estar pior. Podíamos estar ainda a ver o Herman Sic.

    Para os mais saudosistas, ou para os que não sabem onde nasceu o fenómeno:

    Escuteiros

    Emplastro

    Gatunos, Ladrões, e Chupistas

    Virgílio, aluno da Casa Pia