Archive for Cinema

Batsuit

Batsuit

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7 Cortes memoráveis

Em cubos, postas, fatias ou borboleta. Cortes limpos de um só golpe, fruto de uma precisão e velocidade que não só são o sonho de qualquer talhante como são remédio santo para acabar com aquele vilão mais persistente ou com aquela personagem incómoda e dispensável que tem como único propósito deliciar-nos com a sua morte.
Entre filmes geniais e outros que nem tanto, aqui está um conjunto de cenas que nos fizeram saltar da cadeira, soltar uma exclamação de nojo, ou pura e simplesmente… rir.

7. Blade II

6. Equilibrium

5. Kill Bill

4. 13 Ghosts

3. Ichi, the Killer

2. Sin City

1. Cube

Liv loves Hulk

Liv Tyler
Está escolhido o love interest de Bruce Banner para The Incredible Hulk, o segundo filme do herói mais furioso e mais verde do mundo dos comics. Assim, com Liv Tyler como Betty Ross e Edward Norton como Bruce Banner, parece mais fácil manter a esperança na qualidade da sequela. É melhor não mencionar a realização de Louis Leterrier para não dar cabo do quadro…

Surprise, surprise…

Tinha que ser! Que levantem a mão os surpreendidos! Bem, habituem-se. A cegueira das distribuidoras portuguesas é tão revoltante quanto crónica. Uma equipa que já provou o seu valor, um conceito diferente, um hype gigantesco, uma estreia em grande no Reino Unido (até uma entrada directa para o Top 250 do iMDB, valha o que valer)… Não, não chega. Tudo isto e muito mais não compra a Hot Fuzz o direito de passar nas salas de cinema portuguesas como deve ser.
E pronto, já tive a desilusão do mês. Bora lá esperar pelo DVD de um dos filmes por que eu mais ansiava ver este ano…
Hot Fuzz
Já agora, (para aqueles que vivem debaixo duma pedra ou que passaram os últimos meses a explorar trabalhos pesqueiros no Gana) Hot Fuzz é uma comédia que parodia o cinema de acção à lá Michael Bay, mais precisamente os buddy cop movies e que saiu directamente das mentes brilhantes que nos trouxeram o impagável Shaun of the Dead (e que viram todos os filmes de acção jamais feitos) – Edgar Wright e a hilariante dupla Simon Pegg e Nick Frost. Para quem ainda tem espaço para ganhar água na boca, aqui fica o trailer.

Homem Aranha em cenário de cartão

Há que mostrar este fabuloso videoclip da canção que será a do genérico inicial do muito aguardado Spiderman 3. A música é dos Snow Patrol e o vídeo atira pela janela a convenção muito pouco imaginativa que estamos habituados a ver nos videoclips de temas principais de filmes, que consiste basicamente em mostrar a banda a tocar de cabelos ao vento com um ar inspirado e encanar-lhe à pressão umas imagens do trailer da respectiva película lá pelo meio.


O teatrinho infantil combina perfeitamente com o tom doce e (obviamente) inspirador da música e consegue ser estranhamente tocante. No que me diz respeito, é uma óptima alternativa ao dueto a cair para o lamechas de Chad Kroeger e Josey Scott e será muito bem acompanhada por contribuições de Flaming Lips, The Killers, Yeah Yeah Yeahs entre outros. Contas feitas, o resultado parece-me uma banda sonora tanto ou mais promissora quanto o filme.

Edward Norton, zangado e verde.

Edward Norton
Mais um herói dos quadradinhos, mais um blockbuster, mais uma sequela e mais um recast potencialmente polémico. O Incrível Hulk está de volta, mas desta vez não será Eric Bana a grunhir durante duas horas, pintado de verde e vestido com uns calções arroxeados. O cientista com um grave problema de controlo de raiva será… Edward Norton. Tão surpreendidos como eu? Tenho a dizer que o senhor Norton é dos meus actores preferidos desde a primeira vez que apareceu no ecrã com o thriller Primal Fear e que esta é a primeira vez que não consigo evitar franzir o sobrolho ao ler sobre o seu próximo projecto. A febre da BD não parece encaixar lá muito bem com o perfil profissional de Norton, especialmente considerando a personagem em questão e o facto de ser apenas uma sequela de um filme pipoca (mesmo que até seja bom).
The Incredible Hulk será realizado por Louis Leterrier, o director dos dois Transporter e de Danny the Dog, e o único cheirinho da história é que esta será um regresso às raízes da série de BD (onde é que já ouvimos isto?). O argumentista é Zak Penn, o mesmo de X2 e X-Men: The Final Stand.

Amsterdão e os seus muitos encantos

The Breakfast Club Um dos meus teen movies preferidos com aquele cheirinho a anos 80 e legendas em português,

Burton on BurtonUm livro que compila os pensamentos do próprio Burton sobre a sua obra desde 1988 com um prólogo deliciosamente sentido de Johnny Depp,

Lord of the Rings CollectionE a derradeira colectânea da saga Senhor dos Anéis com 4 discos por filme incluindo extras e versões alongadas (?!) dos filmes que irá certamente ocupar muitas e longas noites e que foi comprada a uns míseros 30 euros em vez dos portuguesinhos 70 e poucos.

E foi esta a contribuição cinematográfica da minha visita á lindíssima cidade de Amsterdão. As restantes, culturais ou materiais, ficam no segredo dos deuses mas dá para dizer que foram muitas e valeram bem a pena!
Se alguém resolver dar lá um saltinho e estiver interessado em aproveitar para fazer uns acrescentos à colecção a preços de fazer crescer água na boca é ir a este cantinho estupidamente paradisíaco para o apreciador de música ou cinema. E levar um saco de viagem extra!

Dito na tela #2

Férias em Amsterdão! 😉 Vemo-nos daqui a uma semana, minha gente!
Fear and Loathing
“But our trip was different. It was to be a classic affirmation of everything right and true in the national character. A gross physical salute to the fantastic possibilities of life in this country. But only for those with true grit.”
Fear and Loathing in Las Vegas

Esta parte da minha vida chama-se… tédio

The Pursuit of Happyness
O sonho americano. Que bela história, que contada vezes sem conta ao longo da história do cinema inspirou e motivou gerações ao longo de décadas. A questão, é que qualquer história pode ser contada de diferentes formas e esta já o foi. Bem, mal, assim-assim. E por causa desse simples facto, a cada ano que passa será mais difícil contá-la de modo a mover audiências, a tocar corações. Basicamente, estamos fartinhos de a saber. O que faz com que um filme como The Pursuit of Happyness, que não finge ou pretende ser mais do que mais um relato dessa mesma lengalenga tenha nessa honestidade a sua única qualidade. Trocando por miúdos, digamos que a única coisa que não me faz entrar em greve de fome para me redimir do facto de ter gasto 4 euros e duas horas para ver o filme é o facto de este se assumir como aquilo que é sem pretensiosismos. É, simplesmente, o relato do triunfo do underdog, do desfavorecido esmagado pelas circunstâncias.
Neste caso, o desfavorecido em causa é Chris Gardner (Will Smith), que apesar da sua inteligência e eternas boas intenções, acaba por se ver sem emprego fixo, abandonado pela sua mulher (Thandie Newton) e com um filho em idade pré-escolar para criar. Em vez de procurar um biscate medíocre numa oficina ou num restaurante, Chris decide investir 6 meses do seu tempo num estágio não remunerado que se correr bem lhe poderá providenciar uma lucrativa carreira como corrector da bolsa. Claro que entretanto, tendo como única fonte possível de dinheiro a venda de um par de aparelhos médicos virtualmente inúteis que antes vendia porta-a-porta, Chris acaba por perder a casa e ter que viver a vida de sem abrigo juntamente com o seu filho Christopher (Jaden Smith).
Pronto, tentando não ser demasiado cruel, sob pena do ressurgimento de certas acusações de implacabilidade cinematográfica, dou a esta busca pela felicidade mais um par de méritos. A interpretação de Smith é atípica considerando a sua carreira anterior e merece realmente destaque (a nomeação talvez tenha sido demais, mas não vou por aí), já que fez o seu papel o melhor possível. Para além disso a química entre pai e filho no grande ecrã é realmente notável e ao contrário do que alguns possam dizer, isto não seria necessariamente verdade só pelo facto de Smith e Jaden serem na realidade pai e filho, pois as coisas na tela nem sempre resultam da mesma maneira que na vida real.
Esta química é em última instância o único factor que proporciona os momentos que estariam mais próximos de quase me emocionar. Mas a verdade, é que nem ao quase chegou. Não julgo a história, até porque sendo baseada em factos reais, não há muito que se lhe diga, mas repito mais uma vez que qualquer história pode ser contada de muitas maneiras diferentes, e esta foi, simplesmente, mal contada. Um argumento que nem se aguenta de muletas, diálogos forçados e artificiais e uma narração em voz off do protagonista que ainda deu para rir um bocado. Penso que o termo técnico é xaropada, podendo também ser definido como a historieta que nos esfrega na cara como aquela situação é tão triste e tão trágica e como somos pessoas terrivelmente frias e cruéis se não tivermos uma lagrimazita a querer sair. A dualidade, a natureza cinzenta do homem são conceitos terminantemente rejeitados num filme que vê a preto e branco. Bem que podiam ter posto um “t” em frente do nome de Chris e iam logo directos ao assunto, ficando ainda mais claro a natureza anormalmente pura da personagem. Isto para não falar da natureza simplista e quase injuriosa do retrato dos dois universos de Chris: onde ele está – a margem má da vida, reflexo do melting pot americano – e onde ele quer estar – o mundo dos arranha-céus brilhantes, dos homens ricos (e brancos) sentados atrás dos volantes dos seus carros desportivos a caminho dos seus lugares de camarote para ver a bola.
Simplista, maniqueísta, lamechas e… chato.

Disconcordem: 4/10

Discordâncias:

Scientists will someday discover this screenplay is so benign it could probably be used to battle tumors, just not the Oprah crowd that it’s going to be ragingly sold to.

efilmcritic.com

Few on-screen father-son relationships have felt more authentic than that depicted by Will Smith and his real-life son in The Pursuit of Happyness.

Dallas Morning News

E por último, o Ultimato.

Depois de dois grandes filmes que cá para mim são das melhores películas de acção do últimos anos está aí a chegar o terceiro e último filme da saga do amnésico e fatal Jason Bourne. The Bourne Ultimatum é realizado por Paul Greengrass que já andou nestas lides no segundo filme da série, The Bourne Supremacy (o primeiro é de Doug Liman), e conta mais uma vez com Matt Damon no papel principal. A estreia em terras do Tio Sam é já este Verão, lá para o dia 3 de Agosto e digo já: estou que nem posso. Mas lá terei que esperar mais uns mesinhos (sabe-se lá quantos para a estreia portuguesa) e entretanto a única coisa que temos para ir roendo é o trailer internacional, que infelizmente, não tem é lá muita carne agarrada ao osso.
The Bourne Ultimatum
E já agora, para quem quer saber mais sobre a cruzada do sniper esquecido ou simplesmente gosta destas coisas de espionagem, snipers, correrias e perseguições, recomendo vivamente que procurem os livros de Robert Ludlum de onde nasceram os filmes. Garanto que se há homem que sabe escrever acção é ele.

Dito na tela

Dazed and Confused
“If I ever start referring to these as the best years of my life remind me to kill myself.”
Dazed and Confused

É mesmo Pó de Estrela ou é só areia?

Stardust
Um herói apaixonado que tenta encontrar uma estrela caída para dar à sua amada, um reino mágico e proibido aos comuns mortais, uma fronteira quebrada, uma bruxa má e um pirata voador.
Provavelmente mais um filme a atrelar-se à sucessão de supostos épicos fantásticos que tem pululado desde o glorioso Lord of the Rings… É esta a primeira coisa que me cruza o pensamento ao ler esta sinopse que sinceramente não me faz mais nada senão evocar a imagem do já habitual filme povoado de criaturas pouco habituais e CGI, geralmente com açúcar a mais no argumento e de preferência com 3 horas de duração.
Isto é, em circunstâncias normais, não voltava a pensar no caso e continuava a caça aos novos projectos que parecem valer a pena manter debaixo de olho. Mas, por alguma razão, este Stardust tem tido direito a uma grande fatia de internet hype, o que faz com que tropece constantemente no dito durante as minhas buscas pela web.
E quando digo “por alguma razão”, quero dizer: porque para o filme que parece ser, o cast é impressionante. Lendo os nomes Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Claire Danes, Ian McKellen, Peter O’Toole, Ricky Gervais e Sienna Miller, todos associados a um filme que à primeira vista parece o Crónicas de Narnia com gente mais alta, não dá para evitar franzir a sobrancelha e pensar que alguma coisa deve ter para ter esta gente toda nos créditos. Logo, o passo seguinte é dar uma vista de olhos ao trailer, acabadinho de vir ao mundo.

E agora pergunto: mas o trailer não devia servir para deitar a minha primeira impressão por terra e deixar-me a salivar por algo emocionante e original que mereça o hype?
Ou o filme é mesmo um desperdício de dinheiro, talento e CGI ou fizeram um trabalho muito pobrezinho no trailer… digo eu.

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