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Tim Burton Day!

Tim Burton
O Leão de Ouro da Bienal de Veneza, prestigiado prémio de carreira, vai este ano parar às merecedoras mãos de Tim Burton. As palavras do director do festival, Marco Müller, o responsável pela escolha do homenageado da 64ª edição, dizem quase tudo. Müller classifica o amado autor como um dos cineastas mais arrojados, visionários e inovadores, capaz de emocionar e fascinar os mais diferentes e amplos grupos de espectadores”, evidenciando “o equilíbrio entre arte e indústria” alcançado nas obras de Burton, que considera estarem “fora do paradigma contemporâneo do cinema norte-americano”.
Para rematar a exaltação o director chama-lhe ainda “um génio do cinema que tornou a nova era desta arte mais fantasiosa” e que “possui um talento único para impregnar de profundidade emotiva as histórias que conta”, sendo “mais insolente que a maior parte dos realizadores actuais e ao mesmo tempo menos desejoso de aprovação que a maior parte dos velhos mestres”. Sobre Burton, não há muito mais a dizer. O resto vê-se, sente-se e sonha-se.

Será então dia 5 de Setembro o “Dia de Tim Burton”, a ser celebrado na italiana cidade dos canais.

Harry sem Hermione?

Golden Trio
O franchise Harry Potter já é olhado de canto por muitos desde o seu início e por muito que goste dos livros há que admitir que a qualidade da maioria dos filmes estreados até agora é indefensável… E agora a já tremida aventura cinematográfica do feiticeiro dá de caras com uma nova crise. A poucos meses da estreia do quinto filme da saga se Harry Potter e do lançamento do último livro, “Harry Potter and the Deathly Hollows”, o trio dourado do cinema ameaça a dissolução. Embora Daniel Radcliffe já tenha assinado o contrato para os dois últimos filmes parece que a menina do grupo, Emma Watson, se está a cansar da brincadeira. Os fãs não estão contentes com a hipótese de ver uma cara diferente no papel de Hermione Granger, mas pelos vistos a rapariga já está farta de ser conhecida como “aquela miúda do Harry Potter”. Compreensível, mas mesmo assim… será que há potencial suficiente para fugir ao rótulo? Typecast’s a bitch

O inevitável, o adiado e o surpreendente

Óscares 2006
E todos justos. Os restantes, melhores ou piores, podem ser vistos aqui.
Só acho é que começam a haver pinguins a mais neste mundo…

Frank Miller Returns

Ronin
Sin City tornou-o definitivamente num nome conhecido e reconhecido fora da arena dos comics. Frank Miller é um dos maiores nomes deste universo, tendo dado valentes e aclamados empurrões nas “carreiras” de Batman, Elektra, Daredevil ou Wolverine. Como autor foi o criador das graphic novels Sin City, Ronin ou 300, promovendo novos formatos e o seu estilo inconfundível, muitas vezes associado ao film noir.
As suas obras já tinham inspirado várias transições da BD para o cinema e Miller tinha já experimentado a carreira de argumentista com resultados amargos em Robocop, mas foi com Sin City que se estreou na realização, ao lado de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, na primeira adaptação de uma das suas obras originais. Foi definitivamente, o melhor empurrão que se pode ter no negócio de Hollywood. À primeira Cidade do Pecado seguir-se-ão a segunda e a terceira, 300 já está quase, quase pronto e a fazer crescer água na boca a muita gente, e está confirmado: Ronin já está na calha.
Ronin foi a sua primeira criação original, editada pela primeira vez em 1983, e conta a história de um Ronin, samurai do século XIII, e do seu renascimento na Nova Iorque do século XXI, onde terá que enfrentar a reencarnação do demónio ancestral Agat.
A adaptação para o cinema será em princípio realizada por Sylvain White, o que pessoalmente não é boa notícia, considerando a curta filmografia de que Stomp the Yard e I’ll Always Know What You Did Last Summer constituem metade. Depois da excelente associação de Frank Miller com Robert Rodriguez e Quentin Tarantino e da adaptação de 300, que é um dos filmes mais esperados do ano e que já irradia uma aura que combina culto com blockbuster, basta-nos esperar que Ronin não venha a ser um trágico fim para a “Miller-mania” dos últimos anos.

As crianças são o futuro… de Hollywood

A nomeação de Abigail Breslin, a cada vez mais amada Little Miss Sunshine, trouxe regozijo e e um refrescante sentido de justiça feita a muita gente. As aclamações do talento da pequena proliferam e tem surgido, como seria de esperar, as inevitáveis comparações com outros child actors dos nossos dias, nomeadamente a prolífica Dakota Fanning. Numa nota pessoal, admito que nunca simpatizei particularmente com a última, enquanto a doce Abigail me conquistou à primeira tentativa, em Signs.
No entanto, todo este falatório lembrou-me de um artigo sobre os pequenos actores que aparecem (ou não) nos nossos ecrãs, com que me deparei há uns tempos e guardei por capricho. Tem a sua piada, a título de curiosidade e penso que se adapta à situação.

Abigail BreslinAbigail Breslin será a próxima Katharine Hepburne. A sua estreia foi em Signs, de M. Night Shyamalan e o seu futuro é altamente promissor. Breslin deu seguimento à carreira com vários papéis adequadamente femininos e “queridos” até acertar em cheio este ano (passado) com Little Miss Sunshine, o tão aclamado filme de Sundance com direito a rumores sobre possíveis nomeações para os Óscares (já não). Independentemente do rumo que a noite dos Óscares possa tomar, Breslin continua a jogar bem com os seus trunfos, equilibrando papéis em comédias românticas (todos sabemos como isso resultou bem para a senhora Kate) com trabalhos mais infantis. Agora tudo o que ela precisa é de um Spencer Tracy de 10 anos.”

Dakota FanningDakota Fanning irá dominar o mundo. Podemos discordar, mas o facto de que a actriz de 12 anos e a sua legião de ajudantes e lacaios têm mostrado uma audácia quase maquiavélica na construção da sua carreira é incontestável. De que outro modo se pode explicar que ela tenha contracenado com oscarizados (ou futuros oscarizados) quatro vezes antes dos 10 anos? A miúda tem amigos poderosos e continua a arranjar mais.”

Keisha Castle-HughesHaley Joel OsmentSeamus Davey-FitzpatrickDaniel RadcliffeFreddie HighmoreJake Lloyd

O artigo da MSNBC elege também o jovem actor mais susceptível de vir a participar no “Surreal Life” devido ao curso bizarro que a sua carreira está a tomar, o próximo Alec Guiness, a actriz que provavelmente irá experienciar um renascer espiritual, renunciar Hollywood e ir viver para uma quinta, o petiz que apresenta fortes possibilidades de ser o anti-cristo em carne e osso e aquele que irá ser vítima de typecast sem dó nem piedade para o resto da vida, entre outros. O artigo pode ser lido na íntegra e sem traduções e adaptações duvidosas da minha parte aqui.

Globos com mais ou menos brilho

Querendo ou não, os Globos de Ouro já foram distribuídos, os dicursos de aceitação proferidos (um bem-haja ao Hugh Laurie) e os comentários sui generis do novo ódio de estimação da blogosfera, Liliana Neves, comentados e repetidos à exaustão.
Tudo o que resta são os juízos de cada um, as surpresas agradáveis, os justos vencedores e aqueles que acreditamos terem saído do recinto com o globo destinado a um outro nomeado. É a vida. Quem ganhou, já todos sabem… quem deveria ter ganho… cada um terá certamente o seu parecer no assunto. Aqui está o meu.

DreamgirlsHappy FeetThe Closer

Melhor Musical ou Comédia
E o vencedor foi: Dreamgirls de Bill Condon. Neste caso não posso dizer que a vitória não foi merecida já que não vi o filme, embora possa sim dizer que não me parece de modo algum o meu género. Neste caso, senti-me defraudada apenas porque realmente torcia por Little Miss Sunshine ou, como “second runner-up”, Borat (sim, sou das que gostei).

Melhor Actor Secundário
Mais uma vez Dreamgirls levou a melhor, no que foi certamente uma boa noite para o musical. Ora eu espero bem que quando surja a oportunidade de ver o filme, Eddie Murphy brilhe no grande ecrã como nunca brilhou, porque para ultrapassar o grande Jack Nicholson e o seu papelão em The Departed é preciso ter alta estaleca.

Melhor Música
Os pinguins têm realmente estado em alta neste último par de anos. Desta vez foi a animação Happy Feet que levou um prémio para pôr na estante, com a canção original “The song of the heart” de Prince. Aqui a minha contestação não tem qualquer fundamento racional a não ser o facto deste filme me irritar profundamente e de se ter tornado para mim um dos maiores filmes “love to hate it” deste ano. E não é pelos pinguins, que eu até acho os bichos engraçados.

Melhor Actriz Drama (Televisão)
Kyra Sedgwick em The Closer conseguiu conquistar muita gente. A mim nem por isso, mas a verdade é que se trata de um feudo já com alguns anos. A série não é ainda exibida em Portugal, mas graças ás maravilhas da Internet já vi alguns episódios. Nada contra a série, que tem o seu quê de interesse embora não inove por aí além, mas Kyra, pura e simplesmente, não me cativa. Isto ao contrário da fantástica Patricia Arquette que basicamente leva Médium ás costas, e bem longe, na minha opinião. Grande série, grande protagonista. Merecia o globo.

Hugh LaurieGrey’s AnatomyThe Departed

São, portanto, as pequenas desilusões da praxe. Mas no fundo o mundo é justo (ou não) e o equilíbrio foi reposto, para meu gáudio pessoal, com as vitórias de Hugh Laurie (Melhor Actor Drama TV), Grey’s Anatomy (Melhor Drama TV), Martin Scorcese (Melhor Realizador) e Sacha Baron Cohen (Melhor Actor – Musical ou Comédia).
Vendo assim a coisa, o saldo foi positivo.

Quantos realizadores cabem num filme?

Planet Terror
Eli Roth, Rob Zombie e Edgar Wright são os realizadores convidados que verão o seu nome rolar nos créditos finais depois de Tarantino e Rodriguez em Grindhouse. Como já é do conhecimento geral a película será um double feature à moda antiga americana e para dar mais realismo à coisa, serão adicionados trailers falsos entre os dois filmes, a fazer as vezes de intervalo. É aqui que entram os realizadores referidos, tendo cada um realizado um trailer para nos dar um gostinho das suas próprias coming attractions.
Death Proof
Rob Zombie, músico e realizador de filmes como House of 1000 Corpses ou The Devil’s Rejects, projectos que criaram uma certa controvérsia e divisão de opiniões, irá apresentar uma película intitulada Werewolf Woman of the S.S.. O autor de Hostel, Eli Roth, prepara uma antevisão de (mais um) slasher, Thanksgiving. E quem ainda não viu o hilariante Shaun of the Dead devia já começar a tratar do assunto, pois esta comédia de horror vale a pena e foi realizada por Edgar Wright, nome ainda pouco familiar por estes lados, mas que talvez se passe a conhecer melhor depois da apresentação do seu trailer, embora ainda seja segredo qual o filme que este irá promover.
Sobre os projectos de Zombie e Roth que darão mais este twist a Grindhouse nada sei, mas pelos respectivos currículos profissionais, suponho que trarão mais alguns litros de sangue e gore à tela.
Nos E.U.A, dia 6 de Abril. Aqui, será outra notícia.

As fontes aqui e aqui.

Tim Burton – Trick or Treat

Isto da morte da Sic Comédia foi coisa triste, sem dúvida. E a verdade é que o hábito mecânico que me faz carregar no 10 do telecomando mal ligo a caixinha mágica ainda está bem vivo. Este movimento segue-se sempre duma pequena desilusão ao aperceber-me que estou a olhar para a Paris Hilton aos guinchinhos em vez de ver Ivette a saltar feliz da vida para os braços de René.
Mas penso que isso de eu dar de caras com o Simple Life sempre que ligo a televisão é azar de certeza, porque a Fox Life até tem muito boas coisas para oferecer. E foi deste facto que fui relembrada ontem, quando às tantas da manhã, enquanto me debatia com os estudos para os exames que se aproximam, resolvi fazer um pouco de zapping para desanuviar. 1-0. Ah, pois… isto já não é a Sic Comédia… Mas… o que é isto?
Tim Burton
E pronto. Foi o fim do estudo, que lá foi relegado para a faixa horária situada entre as 5 e as 7 da manhã. Isto pois o que passava na Fox era um documentário sobre um dos meus realizadores preferidos, o grande Tim Burton. E a história sobre as estórias daquele homem chega para me absorver completamente a atenção e para me fazer querer ver todos aqueles filmes uma e outra vez.
Um imaginário único, de contos de fadas surreais e fantásticos que conjugam a inocência e a pureza com um lado negro e mesmo sinistro. É este o contributo de Burton para o cinema e para os nossos pequenos mundos de fantasia criados como escudos ou pedras de toque imaginárias numa realidade cruel.
As suas obras, parecendo surreais, irrealistas e fantásticas, tocam fundamentalmente as experiências e sentimentos intímos que todos temos ou tivemos, principalmente nos momentos em que nos sentimos sós, incompreendidos ou mal-adaptados.
Burton teve uma adolescência difícil, sentindo-se sempre uma espécie de alienígena fora do seu elemento, um outsider, acabando por usar esses sentimentos de inadequação na sua arte, aceitando apenas projectos que o inspiravam e que considerava serem bons meios para contar as suas próprias histórias e transmitir a sua visão do mundo. Eduardo Mãos de Tesoura, obra fascinante, doce, e triste, foi baseado nos sentimentos de solidão da adolescência do realizador, sendo reputadamente o seu projecto mais pessoal até à data. É também um dos filmes mais marcantes que já vi, o meu favorito pessoal da obra de Tim Burton e um firme residente no meu Top 3.
Redescobri o génio que tanto me inspira, emocionei-me como já não me lembrava, e recordei algumas das histórias que me tem acompanhado e tocado ao longo da minha vida.
Valeu a pena ficar a estudar até as 7 da manhã.

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Falta-vos algum?

  • Pee-Wee’s Big Adventure (1985)
  • Beetle Juice (1988)
  • Batman (1989)
  • Edward Scissorhands (1990)
  • Batman Returns (1992)
  • The Nightmare Before Christmas (produtor)
  • Ed Wood (1994)
  • Mars Attacks (1996)
  • Sleepy Hollow (1999)
  • Planet of the Apes (2001)
  • Big Fish (2003)
  • Charlie and the Chocolate Factory (2005)
  • Corpse Bride (2005)
  • Próximos projectos:

  • Pee-Wee’s Playhouse: The Movie
  • Sweeney Todd
  • R.I.P

    Este foi um mau ano para se ser ditador.

    Augusto Pinochet

    Saddam Hussein

    Que as suas vítimas descansem em paz.

    P.S.:Contra a pena de morte, SEMPRE.