Arquivo paraEstranhezas Incategorizáveis

Not dead, just sleeping…

Novo emprego, nova época de exames… e mais uma ou duas coisas novas fazem com que o blog caia uns lugares largos na tabela de prioridades…
Mas passo por aqui hoje só para assegurar que o LeStrange voltará ao ritmo normal (mais cedo ou mais tarde) e para deixar, em jeito de desculpas, uma hilariante curta encontrada algures na blogosfera (peço desculpa, mas não me recordo onde) especialmente indicada para fãs de Star Wars.

Ah! Esse desafio fica pendente, mas foi aceite, Filipe ;)

Intervalo

Enterro da Gata ‘07

A meio gás

Aqui o tasco não tem andado muito prolífico, pois para além da crescente carga de trabalho universitário característica desta altura do ano lectivo, tenho que confessar que tenho tirado férias a mais, tendo acabado de regressar de mais umas, desta feita em Santiago de Compostela. Gente, sabe bem, sabe muito bem…
The Big Lebowski
Mas o LeStrange não morreu e quando esta chatice dos trabalhos de fim de ano e, já agora, o glorioso Enterro da Gata acabarem, tudo voltará à normalidade… caso haja sobreviventes.
E agora para fechar oficialmente o período da preguicite, ronha, dolce fare niente ou seja o que for que lhe chamam… aproveitem bem o feriado!

Amsterdão e os seus muitos encantos

The Breakfast Club Um dos meus teen movies preferidos com aquele cheirinho a anos 80 e legendas em português,

Burton on BurtonUm livro que compila os pensamentos do próprio Burton sobre a sua obra desde 1988 com um prólogo deliciosamente sentido de Johnny Depp,

Lord of the Rings CollectionE a derradeira colectânea da saga Senhor dos Anéis com 4 discos por filme incluindo extras e versões alongadas (?!) dos filmes que irá certamente ocupar muitas e longas noites e que foi comprada a uns míseros 30 euros em vez dos portuguesinhos 70 e poucos.

E foi esta a contribuição cinematográfica da minha visita á lindíssima cidade de Amsterdão. As restantes, culturais ou materiais, ficam no segredo dos deuses mas dá para dizer que foram muitas e valeram bem a pena!
Se alguém resolver dar lá um saltinho e estiver interessado em aproveitar para fazer uns acrescentos à colecção a preços de fazer crescer água na boca é ir a este cantinho estupidamente paradisíaco para o apreciador de música ou cinema. E levar um saco de viagem extra!

Dito na tela #2

Férias em Amsterdão! ;) Vemo-nos daqui a uma semana, minha gente!
Fear and Loathing
“But our trip was different. It was to be a classic affirmation of everything right and true in the national character. A gross physical salute to the fantastic possibilities of life in this country. But only for those with true grit.”
Fear and Loathing in Las Vegas

Dito na tela

Dazed and Confused
“If I ever start referring to these as the best years of my life remind me to kill myself.”
Dazed and Confused

Imaculado Novo Mundo

The New World
The New World
The New World
A poesia em movimento, a perfeição, intensamente sentida, os sentimentos que emanam da terra e vivem no vento, na pele e no calor dos corpos. Silenciosamente, vidas completas que queimam e elevam as mentes de quem vê e ouve como se tocasse e saboreasse. Novo Mundo que paira etéreo, transcendente, acima da realidade, que nos envolve e aperta o coração com a dor insuportável do que será para sempre inatingível. Ímpar para os que crêem o amor com mágoa permanente.
Trágico, marcante, imaculado e dolorosamente sensível, é O Novo Mundo.
O melhor filme de 2006, uma obra-prima, uma marca que ficará comigo enquanto eu for eu.

A Spike Lee Joint

25th Hour
Os bons filmes precisam de amadurecer. Só o tempo determina o seu triunfo ou esquecimento, não só aos olhos do público em geral e de potenciais seguidores de culto como na mente de cada um.
Há filmes que me entusiasmaram bastante quando os vi pela primeira vez, mas que passados dois anos, ao ouvir novamente o título numa qualquer conversa perdida, descubro com leve surpresa que não tenho grande memória do filme, pelo menos emocional. Não sinto o entusiasmo e a leve ansiedade que costumo associar aqueles filmes que realmente me marcaram e percebo que o filme, embora possa ser bom e ter os seus méritos, não resistiu à passagem do tempo.
O contrário também já aconteceu a toda a gente. Há sempre aqueles filmes que de cada vez que os vemos nos parecem melhores.
No fundo, levo sempre um bom par de anos (e de visionamentos) a descobrir realmente quanto gosto de um filme.
Sei que sempre gostei muito d’A Última Hora, mas só ontem descobri que o adorava. É um clássico moderno que terei orgulho de mostrar aos meus filhos daqui a 20 (?) anos. Aliás, até chega a ser uma boa razão para procriar, só para ter a quem obrigar a ver e amar o filme desde cedo.
Fuck you Monologue 25th Hour
A direcção é de Spike Lee e o destaque na interpretação vai para além do sempre brilhante Edward Norton, com um grande papel para Phillip Seymour Hoffman e também Barry Pepper , Rosario Dawson e Anna Paquin.
Entre muitas cenas fortes, encontra-se uma em especial que já se tornou clássica e deverá permanecer nas memórias colectivas da nossa geração por muito tempo: o monólogo de Montgomery Brogan em frente ao espelho. “Fuck you!”
Outros momentos que ficarão na minha memória serão, por exemplo, a cena do beijo ilícito na discoteca e a silenciosa e desesperante cena da realização do último pedido do futuro condenado. “I need you to make me ugly”.
Quem não viu, devia tratar disso, quanto mais não seja para poder discordar. No entanto, é sem dúvida uma obra que deve ser conhecida, pensada e sentida.

As Estrelas nem sempre estão longe

SW
Guerra das Estrelas. Um título familiar a todos, um prazer para muitos e uma paixão para alguns. Confesso, nunca tentei descodificar a linguagem dos Wookies, não tenho um fato de Princesa Leia no guarda-fatos, nem o fascínio pela saga me vem da infância. No entanto, já desde os tempos idos da adolescência a obra de George Lucas me deixa maravilhada a observar o ecrã avidamente, levando-me a mundos nunca vistos mas onde no fundo sempre quis ir. A complexidade e a magnitude do universo de Star Wars, o seu detalhe e cuidado, impressos e expressos em cada película, cativou-me inteiramente e sempre me deixou a magicar por muito tempo já depois do fade-out final e dos créditos rolarem sob o fundo negro, ao som da música majestosa.
Assim, posso dizer que neste momento me sinto defraudada. Quando me inteiraram da grande exposição sobre a saga que vinha a caminho do nosso país, foi uma festa. Tive que esperar bastante tempo, arranjar um dia livre e de convencer a boleia, mas lá fui eu para a nossa bela capital, com o Museu da Electricidade como destino. E como diz o outro, eu bim de Braga. Fui, vi, tirei fotografias e até comprei uma caneca em forma de Yoda. Só a cabeça. Pode ser estúpido, mas eu não resisti. Principalmente porque devido aos desígnios insondáveis dos génios de marketing do nosso país, a do Darth Vader era bastante mais cara e o resto do merchandising era de 100 euros para cima, chegando a atingir a bela quantia de 800 euros. Contentei-me. Concluindo, gostei muito, a exposição é muito completa e fascinante para quem gosta de memorabilia cinematográfica. O próprio Museu da Electricidade é bastante impressionante e a sua arquitectura e maquinaria restaurada enquadram-se lindamente com a exposição propriamente dita. Diga-se, adorei.
O que não impede que a seguinte notícia, disponível no site da UAU, a empresa organizadora do evento, me trouxesse um enorme desalento e uma súbita vontade de descobrir quantas vezes pode um ser humano bater com a cabeça na parede antes de cair redondo sem sentidos. Passo a citar:
STAR WARS no Porto
Depois do sucesso em Lisboa, STAR WARS-A EXPOSIÇÃO segue para o Porto.
A partir de 2 de Fevereiro na EXPONOR – Pavilhão 7 (…)”
O resto é história. De qualquer modo, esta é definitivamente uma boa notícia, especialmente para os fãs nortenhos da mais famosa Guerra intergaláctica. Mais em particular, para aqueles que ainda não fizeram mais de 300 quilómetros para ver a mostra.
Vamos mas é ver o lado bom do acontecimento, provavelmente inda dou lá mais um saltinho, já que ir à Invicta quase aqui ao lado não custa nada. Vale a pena, e recomenda-se. Para fãs.

LeStrange no Technorati

R.I.P

Este foi um mau ano para se ser ditador.

Augusto Pinochet

Saddam Hussein

Que as suas vítimas descansem em paz.

P.S.:Contra a pena de morte, SEMPRE.

The Prestige e Babel – O privilégio de estranhar

The PrestigePara começar gostaria de congratular os sortudos que terão o privilégio de poder assistir como deve ser – num ecrã de cinema – a dois dos filmes mais badalados do início deste novo ano.

Quanto a Babel, nem preciso de me alongar em explicações, pois estando à frente da corrida aos Globos de Ouro, e tendo gozado de grande sucesso em Cannes, já toda a gente ouviu falar, e provavelmente se prepara para ver, isto quem já nao viu, quanto mais não seja, graças às maravilhas da pirataria.

The Prestige, do brilhante Christopher Nolan que nos deu Memento, Batman, o Início, e Insomnia, é protagonizado por Christian Bale e Hugh Jackman e foi extremamente aclamado pela crítica, tendo a curiosidade de ser o segundo filme do ano a levar-nos ao mundo da magia e do ilusionismo nos inícios do séc. XX, tendo sido o primeiro O Ilusionista. Este, não sendo um filme brilhante, ainda fez as minhas delícias, pela premissa, pela fotografia impressionante, por Paul Giamatti, e claro, por Edward Norton, genial, brilhante e intenso, como sempre.

Assim, penso que será natural e compreensível o meu desejo de ver estas obras – e na grande tela, como Deus quis que fossem vistos os grandes filmes.

Mas não. Não há cá disso. É que eu até pensava que vivia numa das maiores e mais jovens cidades do país, que ainda tem quase 20 salas de cinema, distribuídas por dois 2 shoppings de dimensão considerável.

Mas ás tantas, parece que não chega. Lá teremos que arrastar a companhia para o Norteshopping, não é?

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