Para começar gostaria de congratular os sortudos que terão o privilégio de poder assistir como deve ser – num ecrã de cinema – a dois dos filmes mais badalados do início deste novo ano.
Quanto a Babel, nem preciso de me alongar em explicações, pois estando à frente da corrida aos Globos de Ouro, e tendo gozado de grande sucesso em Cannes, já toda a gente ouviu falar, e provavelmente se prepara para ver, isto quem já nao viu, quanto mais não seja, graças às maravilhas da pirataria.
The Prestige, do brilhante Christopher Nolan que nos deu Memento, Batman, o Início, e Insomnia, é protagonizado por Christian Bale e Hugh Jackman e foi extremamente aclamado pela crítica, tendo a curiosidade de ser o segundo filme do ano a levar-nos ao mundo da magia e do ilusionismo nos inícios do séc. XX, tendo sido o primeiro O Ilusionista. Este, não sendo um filme brilhante, ainda fez as minhas delícias, pela premissa, pela fotografia impressionante, por Paul Giamatti, e claro, por Edward Norton, genial, brilhante e intenso, como sempre.
Assim, penso que será natural e compreensível o meu desejo de ver estas obras – e na grande tela, como Deus quis que fossem vistos os grandes filmes.
Mas não. Não há cá disso. É que eu até pensava que vivia numa das maiores e mais jovens cidades do país, que ainda tem quase 20 salas de cinema, distribuídas por dois 2 shoppings de dimensão considerável.
Mas ás tantas, parece que não chega. Lá teremos que arrastar a companhia para o Norteshopping, não é?