
O Leão de Ouro da Bienal de Veneza, prestigiado prémio de carreira, vai este ano parar às merecedoras mãos de Tim Burton. As palavras do director do festival, Marco Müller, o responsável pela escolha do homenageado da 64ª edição, dizem quase tudo. Müller classifica o amado autor como um dos cineastas mais arrojados, visionários e inovadores, capaz de emocionar e fascinar os mais diferentes e amplos grupos de espectadores”, evidenciando “o equilíbrio entre arte e indústria” alcançado nas obras de Burton, que considera estarem “fora do paradigma contemporâneo do cinema norte-americano”.
Para rematar a exaltação o director chama-lhe ainda “um génio do cinema que tornou a nova era desta arte mais fantasiosa” e que “possui um talento único para impregnar de profundidade emotiva as histórias que conta”, sendo “mais insolente que a maior parte dos realizadores actuais e ao mesmo tempo menos desejoso de aprovação que a maior parte dos velhos mestres”. Sobre Burton, não há muito mais a dizer. O resto vê-se, sente-se e sonha-se.
Será então dia 5 de Setembro o “Dia de Tim Burton”, a ser celebrado na italiana cidade dos canais.